Marisa Lobo se define como psicologa cristã e é membro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos. O simples fato de alguém, em qualquer profissão manifestar-se como membro ou fiel de uma religião não significa absolutamente nada. Nem a favor e muito menos contra. A liberdade de culto religioso é garantida pela Constituição e não exclui aqueles que apresentam formação superior. O perigo é quando um religioso se dispõe a falar em nome de uma pseudo doutrina-científico-religiosa.
Marisa Lobo tornou pública e portanto passível de críticas, uma carta ao Deputado e Pastor Marco Feliciano, onde pede providências sobre uma suposta violação do Código de Ética pelo Conselho Federal de Psicologia ao participar de uma manifestação contra a suspensão do programa Escola sem Homofobia, erroneamente chamado por ela de “kit-gay”. Alega Marisa que o CFP teria agido contra o artigo 2º do Código que diz que:
Art. 2º - Ao psicólogo é vedado:
b. Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais
O que a nobre colega não parece perceber é que ao propor uma psicologia cristã quem infringe o item b do artigo 2ª do Código de Ética é a senhora. Uma psicóloga pode ser evangélica, católica ou umbandista, assim como um médico ou um físico. O que nenhum deles pode é propor a existência de um corpo teórico ou de uma prática de física hinduísta, de uma medicina umbandista ou de uma psicologia cristã. Faltam a tais “ciências” corpo teórico e metodologia científica que o simples bom senso pode demonstrar.
Além disso, demonstra desconhecer ou falsear a resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia, que seguindo orientação da Associação Americana de Psiquiatria e da Organização Mundial de Saúde proíbe a potologização e o tratamento da orientação sexual homoafetiva. Tal resolução em seu artigo 2º diz:
Art. 2° - Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas.
O CFP ao defender projeto que visa combater a discriminação e o bullying homofóbicos tão presentes em nossas escolas, age no estrito cumprimento das suas funções de usar o conhecimento psicológico para desmistificar e colaborar com o fim do preconceito.
Por fim Marisa Lobo, faz a seguinte afirmação em sua carta:
Pois como estão tratando a questão do homossexualismo, daqui a pouco vamos nós que temos nossa sexualidade em equilíbrio biológico de genro(sic) achar que somos nós os errados.
A frase tem tantos absurdos conceituais que eu quero acreditar tratar-se de simples confusão de uma pessoa levada por emoção. Mistura-se na frase as noções de orientação sexual e identidade de gênero, reduz gênero a simples determinismo biológico, ignorando fortes correntes de pensamento que mostram tratar-se o mesmo de uma construção muito mais social e assume-se como CERTO uma orientação sexual em flagrante oposição a moderna psicologia.
Quero crer que ao falar em equilíbrio biológico de gênero a colega se refira a situação denominada de Disforia de Gênero ou Transtorno de Identidade de Gênero. A classificação atual (e vale frisar ATUAL) considera a Disforia de Gênero a partir do binário determinista macho/fêmea. Traduzindo em termos menos técnicos, o transtorno existe quando a genitália não corresponde ao gênero com o qual a pessoa se identifica. Tal identidade, mas que biológica, tem a ver com sentimentos, atitudes e papel social. Nesse contexto não cabe um “equilibrio de gênero biológico” a heterossexualidade. Um homem homossexual cuja identidade de gênero seja masculina está em equilíbrio biológico de gênero seja qual for o conceito que a colega quis formar.
Outra opção é que Marisa tenha se referido a Orientação Sexual Egodistônica. Novamente, egodistonia não é uma prerrogativa homossexual. E seu tratamento não é proibido pelo CFP. Alguém com Orientação Sexual Egodistônica é alguém cuja orientação sexual, seja hétero, bi ou homossexual, é rejeitada, quando seus impulsos, desejos e ideias estão em distonia com o seu ideal de si mesmo. Casos de homossexualidade egodistônica podem e devem ser tratados. A egodistonia e não a homossexualidade. As visões do eu ideal e as pressões do ego é que precisam ser melhor entendidas pelo paciente e não a sua sexualidade.
Para terminar, gostaria de lembrar que a resolução 001/99 do CFP determina que:
Art. 3° - os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Respeito e bom senso não fazem mal a ninguém.
Alessandra Mascarenhas
Psicóloga Clínica e Pedagoga
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Meu tio é um verdadeiro dinossauro. Delegado aposentado, eleitor de FHC, de direita por ideologia, daqueles que acreditavam no perigo vermelho do comunismo. Mas é também um homem profundamente honesto na vida pessoal. Os "colegas de repartição" hoje acumulam imóveis e carros, viagens e dólares. Ele vive da aposentadoria, que pode ser considerada ótima em padrões brasileiros, mas que só o permitiu um apartamento na zona norte do Rio de Janeiro. Suas mordomias, aos 83 anos, se resumem em andar de táxi e ter um fisioterapeuta domiciliar....que ele já acha demais.
Ele sabe que sou filiada ao PT e eleitora de Lula. Desde a minha adolescência tivemos e ainda temos longos e barulhentos papos sobre política. Ele sempre me prevenindo do perigo do comunismo e eu reclamando da ditadura e da repressão política (que ele nunca concordou, mas achava necessária para não virarmos Cuba). Hoje não foi diferente. A conversa começou com uma provocação.
"Seu deputado (Chico Alencar PSOL/RJ) foi escolhido o melhor do Brasil"
"Eu vi. Eu não te disse que era um bom voto?"
"É...ele é professor né? Eu vi algumas coisas...Esse PSOL, ele tem umas ideias meio comunistas né, mas o menino é um cara honesto. Isso ele é. E aquele outro lá, aquele que foi eleito junto com ele? O daquele programa..."
"O Jean Wyllys?"
"É. Aquele que é bicha né? Então. Garoto inteligente. Sua tia viu o programa da Marília e eu fiquei ouvindo. Tem essa coisa de direito de gay, mas ele é um garoto inteligente. Esse vai ficar. Igual o seu professor."
Meu tio não tem muita intimidade com a questão LGBT, mas é quem menos pegou no meu pé quando me assumi. Acha tudo uma perda de tempo "essa coisa de casamento gay é besteira. O Brasil tem que cuidar da educação e da saúde" E o papo engrenou no Jean Wyllys e eu dizendo que a bandeira dele não é só a causa gay, mas a defesa dos direitos humanos. "Você e essa mania de direitos humanos"
Lá pelas tantas, meu tio fala do prefeito, o Paes, que ele detesta. "Aliado do Cabral e da Dilma. Só faz graça na TV e a cidade tá um terror, nem posto de saúde funciona direito" Me pergunta quem vem candidato essa eleição "Seu professor vai vir pra prefeito? Olha que eu voto nele. Isso aqui tá precisando de alguém com moral". Digo que não sei, acho que pode ser o Freixo. "O que tava na bagunça dos bombeiros?" Eu confirmo, digo que também é do PSOL.
Ele fica um tempo em silêncio. O papo morre um pouco com a chegada da minha prima. Depois de um tempo ele volta ao assunto, dessa vez criticando Dilma. Eu brinco e pergunto se ele preferia o Serra. "Serra é um hipocondríaco. Não sei porque o Fernando Henrique escolheu essa besta". Lá pelas tantas, depois de mais algumas risadas, meu tio termina "Sabe, esse Freixo ai que você falou, aquele dos bombeiros...se ele ou o Chico vierem pra prefeito, eu vou votar. Essas ideias comunistas eu não gosto, mas o Rio tá precisando de gente honesta"
Conclusão da minha tarde com um velho dinossauro: até a direita está cansando da direita.
Da infância lembro das bonecas, sempre com cara de bebê,muitas fraldas, xixi e peniquinhos.
Das aulas de biologia lembro do ciclo da vida: nascer, crescer, reproduzir e morrer.
E daí que alguns tomaram isso a risca. Como se reproduzir não fosse uma decisão consciente, direito ou simples opção, mas obrigação biológica. Plante uma árvore, escreva um livro e tenha um filho! Perpetue-se!
E acontece que quando vcoê decide não seguir o tal ciclo natural dos seres vivos e pula a parte do colocar na mundo um pequeno legado dos seus gens, parece ter tomado uma decisão moralmente condenável. Tem que ter algo de errado com você!
Se você for mulher, além da incompreensão pela falta de instinto maternal, esse tremendo embuste que enfiaram goela abaixo de nós, será observada como potencial psicopata. Óbvio. Como ousa não querer um pirralho choroso agarrado as suas pernas? Não sabe que essa é a mais nobre missão feminina?
E daí que eu nunca senti esse tal instinto maternal. Nunca enfiei travesseiros embaixo da roupa ou sonhei com bebês de bochechas rosadas. Também preferia minhas Suzys [no meu tempo Barbie não era moda] e devo ter sido a única menina da escola que não pediu o Meu Bebê da Estrela como presente de Natal.
E quase sempre escuto a mesma pergunta quando digo que não quis/quero ter filhos: mas porque você não gosta de crianças?
Você não gosta de ursos polares? Planeja afogá-los em alguma poça dágua perto de casa? Acha que deviam ser mortos por caçadores? Não? Então porque nunca pensou em ter um só para você e ser responsável por alimentar, cuidar e proteger por...hum, sei lá, 25 anos?
Não odeio crianças. Trabalho com elas, acho a lógica infantil pré escolar uma das coisas mais divertidas do mundo [e profundamente racional], mas não tenho nenhum desejo de perpetuar a espécie e ser responsável por uma durante 18-25 anos. O tal instinto maternal deu #epicfail aqui.
Reprodução é um direito, não a obrigação primordial da vida humana.
Sou bissexual. Isso não devia me definir. Tipo, eu sou alta, tenho cabelos castanhos e gosto de pizza e nada disso é uma definição de mim. Mas o fato de eu namorar homens E mulheres (nunca ao mesmo tempo que fique claro) é. Como se fosse um carimbo na minha testa: Alessandra, bissexual...qualquer outra coisa só vem depois. Se sou alta, psicóloga, torcedora do flamengo, viciada em livros ou boa cozinheira, sei lá...nada disso importa.
Eu passei da fase de me irritar com isso. Tenho 40 anos e tive 20 para me acostumar a esse tipo de comentário. Quando vejo que alguém da minhas relações sente a necessidade de colocar a etiqueta "bi" logo depois de me apresentar a alguém, eu simplesmente deixo de dar intimidade. Uma coisa no entanto eu ainda não superei. A mania que o povo tem de querer decidir o que me ofende ou não.
É o que o Sr. Rica Perrone defende. Branco, classe média, com nível superior e, acredito eu, heterossexual, o Sr. Perrone acha que pode decidir o que ofende ou não um homossexual. Xingar em estádios? Ah, parem de drama, isso não pode ofender vocês. É cultural. Deixa eu xingar de viado é direito meu. Eu nem vou entrar na questão "cultural" por que cultural é também apedrejar mulheres no Oriente e eu nem por isso acho defensável. Vou me ater só a uma questão: quem define o que ofende? O ofensor ou o ofendido?
Michael, do Volei futuro, queria viver num país em que sua natureza não fosse usada como sinônimo de agressão ou ofensa. Não interessa se é "cultural" xingar o adversário de viado, como não interessa se é cultural na Alemanha, xingar de macaco. Interessa se o xingado se sente ofendido. E Michael se sentiu. E eu me senti.
Não interessa se na turba de uma torcida as pessoas se sentem acima do bem e do mau. Quem define o que me ofende sou eu!
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Heterossexuais e o Equilíbrio Biológico de Gênero
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Alê
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Palavras de um velho dinossauro
Meu tio é um verdadeiro dinossauro. Delegado aposentado, eleitor de FHC, de direita por ideologia, daqueles que acreditavam no perigo vermelho do comunismo. Mas é também um homem profundamente honesto na vida pessoal. Os "colegas de repartição" hoje acumulam imóveis e carros, viagens e dólares. Ele vive da aposentadoria, que pode ser considerada ótima em padrões brasileiros, mas que só o permitiu um apartamento na zona norte do Rio de Janeiro. Suas mordomias, aos 83 anos, se resumem em andar de táxi e ter um fisioterapeuta domiciliar....que ele já acha demais.
Ele sabe que sou filiada ao PT e eleitora de Lula. Desde a minha adolescência tivemos e ainda temos longos e barulhentos papos sobre política. Ele sempre me prevenindo do perigo do comunismo e eu reclamando da ditadura e da repressão política (que ele nunca concordou, mas achava necessária para não virarmos Cuba). Hoje não foi diferente. A conversa começou com uma provocação.
"Seu deputado (Chico Alencar PSOL/RJ) foi escolhido o melhor do Brasil"
"Eu vi. Eu não te disse que era um bom voto?"
"É...ele é professor né? Eu vi algumas coisas...Esse PSOL, ele tem umas ideias meio comunistas né, mas o menino é um cara honesto. Isso ele é. E aquele outro lá, aquele que foi eleito junto com ele? O daquele programa..."
"O Jean Wyllys?"
"É. Aquele que é bicha né? Então. Garoto inteligente. Sua tia viu o programa da Marília e eu fiquei ouvindo. Tem essa coisa de direito de gay, mas ele é um garoto inteligente. Esse vai ficar. Igual o seu professor."
Meu tio não tem muita intimidade com a questão LGBT, mas é quem menos pegou no meu pé quando me assumi. Acha tudo uma perda de tempo "essa coisa de casamento gay é besteira. O Brasil tem que cuidar da educação e da saúde" E o papo engrenou no Jean Wyllys e eu dizendo que a bandeira dele não é só a causa gay, mas a defesa dos direitos humanos. "Você e essa mania de direitos humanos"
Lá pelas tantas, meu tio fala do prefeito, o Paes, que ele detesta. "Aliado do Cabral e da Dilma. Só faz graça na TV e a cidade tá um terror, nem posto de saúde funciona direito" Me pergunta quem vem candidato essa eleição "Seu professor vai vir pra prefeito? Olha que eu voto nele. Isso aqui tá precisando de alguém com moral". Digo que não sei, acho que pode ser o Freixo. "O que tava na bagunça dos bombeiros?" Eu confirmo, digo que também é do PSOL.
Ele fica um tempo em silêncio. O papo morre um pouco com a chegada da minha prima. Depois de um tempo ele volta ao assunto, dessa vez criticando Dilma. Eu brinco e pergunto se ele preferia o Serra. "Serra é um hipocondríaco. Não sei porque o Fernando Henrique escolheu essa besta". Lá pelas tantas, depois de mais algumas risadas, meu tio termina "Sabe, esse Freixo ai que você falou, aquele dos bombeiros...se ele ou o Chico vierem pra prefeito, eu vou votar. Essas ideias comunistas eu não gosto, mas o Rio tá precisando de gente honesta"
Conclusão da minha tarde com um velho dinossauro: até a direita está cansando da direita.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Não quero ser mãe
Da infância lembro das bonecas, sempre com cara de bebê,muitas fraldas, xixi e peniquinhos.
Das aulas de biologia lembro do ciclo da vida: nascer, crescer, reproduzir e morrer.
E daí que alguns tomaram isso a risca. Como se reproduzir não fosse uma decisão consciente, direito ou simples opção, mas obrigação biológica. Plante uma árvore, escreva um livro e tenha um filho! Perpetue-se!
E acontece que quando vcoê decide não seguir o tal ciclo natural dos seres vivos e pula a parte do colocar na mundo um pequeno legado dos seus gens, parece ter tomado uma decisão moralmente condenável. Tem que ter algo de errado com você!
Se você for mulher, além da incompreensão pela falta de instinto maternal, esse tremendo embuste que enfiaram goela abaixo de nós, será observada como potencial psicopata. Óbvio. Como ousa não querer um pirralho choroso agarrado as suas pernas? Não sabe que essa é a mais nobre missão feminina?
E daí que eu nunca senti esse tal instinto maternal. Nunca enfiei travesseiros embaixo da roupa ou sonhei com bebês de bochechas rosadas. Também preferia minhas Suzys [no meu tempo Barbie não era moda] e devo ter sido a única menina da escola que não pediu o Meu Bebê da Estrela como presente de Natal.
E quase sempre escuto a mesma pergunta quando digo que não quis/quero ter filhos: mas porque você não gosta de crianças?
Você não gosta de ursos polares? Planeja afogá-los em alguma poça dágua perto de casa? Acha que deviam ser mortos por caçadores? Não? Então porque nunca pensou em ter um só para você e ser responsável por alimentar, cuidar e proteger por...hum, sei lá, 25 anos?
Não odeio crianças. Trabalho com elas, acho a lógica infantil pré escolar uma das coisas mais divertidas do mundo [e profundamente racional], mas não tenho nenhum desejo de perpetuar a espécie e ser responsável por uma durante 18-25 anos. O tal instinto maternal deu #epicfail aqui.
Reprodução é um direito, não a obrigação primordial da vida humana.
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16:30
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Paracambi - RJ, Brasil
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Novas Diretrizes Escolares
Daí que a Dilma proibiu o Kit antihomofobia por que era "propaganda de opção sexual". e o PLC 122 ganhou uma versão evangelicamente correta. Legal. Afinal esse país é regido pela Sagrada Bíblia Brasileira, a Santa Carta Magna do País. Mas aí que eu percebi que tem umas falhas. Pequenas ok. Mas que contrariam o Estado Teocrátido de Direito. E como boa cidadã da República Evangélico-Talibã deste país eu conto com vocês para disciplinar nossas escolas à luz do verdadeiro conhecimento.
Algumas medidas simples podem tornar nossas escolas lugares santos, como devem ser esses espaços para a santa paz dos nossos lares de verdadeiros cristãos:
1- Adequação do Uniforme. Ora, todos nós sabemos que em Levítico 19:19 está terminantemente proibido o uso de dois ou mais tecidos numa mesma vestimenta. Então a partir desta resolução todas as escolas devem adotar uniformes feitos em algodão. Aquelas que se recusarem e continuarem usando tecidos mistos devem ser punidas na forma da lei, ou seja com apedrejamento público.
2- Nenhuma atividade, sejam aulas, avaliações, reuniões, treinamentos, festas ou comemorações podem se realizar aos sábados. A pena segundo Exôdos 35:2 é morte. Isso, claro, inclui todos aqueles que direta ou indiretamente contribuírem para o fato.
3- Adequação da merenda. Ficam proibidos: carne de porco (Levítico 11:6-8), mariscos e moluscos (Levítico 11:10), bem como qualquer grão que tenha sido plantado em campos com mais de uma cultura (Levítico 19:19). Em todos os casos o descumprimento da lei implica em apedrejamento público por toda a cidade.
4- Apesar da Sagrada Bíblia Brasileira permitir escravos (Levítico 25:44) fica acordado que, pelo bom funcionamento da escola, eles deverão permanecer do lado de fora.
5- As escolas deverão providenciar professoras substitutas para os 7 dias de impureza do ciclo menstrual das professoras titulares (Levítico 15:19-24) já que estas deverão permanecer intocadas
6- No caso de uma aluna ser vendida pelo pai como escrava (Levítico 1:9) a escola deve providenciar em até 48h seus documentos para o novo proprietário sob pena de multa.
Acreditamos que com essas medidas simples, nossos alunos estarão bem e verdadeiramente protegidos da "propagande do desenvolvimento da autonomia do pensamento" isso sim uma verdadeira praga moderna.
República Teocrática do Brasil
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Quem decide se é ofensa, sou eu!
Sou bissexual. Isso não devia me definir. Tipo, eu sou alta, tenho cabelos castanhos e gosto de pizza e nada disso é uma definição de mim. Mas o fato de eu namorar homens E mulheres (nunca ao mesmo tempo que fique claro) é. Como se fosse um carimbo na minha testa: Alessandra, bissexual...qualquer outra coisa só vem depois. Se sou alta, psicóloga, torcedora do flamengo, viciada em livros ou boa cozinheira, sei lá...nada disso importa.
Eu passei da fase de me irritar com isso. Tenho 40 anos e tive 20 para me acostumar a esse tipo de comentário. Quando vejo que alguém da minhas relações sente a necessidade de colocar a etiqueta "bi" logo depois de me apresentar a alguém, eu simplesmente deixo de dar intimidade. Uma coisa no entanto eu ainda não superei. A mania que o povo tem de querer decidir o que me ofende ou não.
É o que o Sr. Rica Perrone defende. Branco, classe média, com nível superior e, acredito eu, heterossexual, o Sr. Perrone acha que pode decidir o que ofende ou não um homossexual. Xingar em estádios? Ah, parem de drama, isso não pode ofender vocês. É cultural. Deixa eu xingar de viado é direito meu. Eu nem vou entrar na questão "cultural" por que cultural é também apedrejar mulheres no Oriente e eu nem por isso acho defensável. Vou me ater só a uma questão: quem define o que ofende? O ofensor ou o ofendido?
Michael, do Volei futuro, queria viver num país em que sua natureza não fosse usada como sinônimo de agressão ou ofensa. Não interessa se é "cultural" xingar o adversário de viado, como não interessa se é cultural na Alemanha, xingar de macaco. Interessa se o xingado se sente ofendido. E Michael se sentiu. E eu me senti.
Não interessa se na turba de uma torcida as pessoas se sentem acima do bem e do mau. Quem define o que me ofende sou eu!
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Volei
terça-feira, 12 de abril de 2011
Ídolos
Começou né? Confesso, tenho pouquíssima paciência com programa da Record. Novelas que duram anooooos, horário que ninguém cumpre, apresentador que me dá sono (Britinho, o terrível). Paciência zero mesmo. Só que acabou o BBB e eu fiquei, tipo assim, carente de olhar a vida de alguém. E tudo bem que Ídolos não é lá muito reality show, mas dá pro gasto né?
Eu sofro de VA em nível muito alto. Então eu não consigo ver essa fase eliminatória inteira. Me deixa com gastura, vontade de entrar na TV e dar uns cascusdos nesse povo sem noção, que além de passar vergonha me deixa constrangida. Mas tem sido legalzinho né?
A filha da Possi podia entender que a coisa ali é mais séria e parar de fazer caras e bocas. O Bonadio tem critérios que nem ele entende, então nem vou tentar entender né? E o Marcos Camargo? Ah o Marcos Camargo...desde que o vi no twitter não consigo mais detestar o jeito arrogante que ele tinha. Por que. oi? TUDO FACHADA. É um fofo no twitter.
Então vamos esperar a fase do teatro para ver se eu me empolga a falar dos cantores.
Eu sofro de VA em nível muito alto. Então eu não consigo ver essa fase eliminatória inteira. Me deixa com gastura, vontade de entrar na TV e dar uns cascusdos nesse povo sem noção, que além de passar vergonha me deixa constrangida. Mas tem sido legalzinho né?
A filha da Possi podia entender que a coisa ali é mais séria e parar de fazer caras e bocas. O Bonadio tem critérios que nem ele entende, então nem vou tentar entender né? E o Marcos Camargo? Ah o Marcos Camargo...desde que o vi no twitter não consigo mais detestar o jeito arrogante que ele tinha. Por que. oi? TUDO FACHADA. É um fofo no twitter.
Então vamos esperar a fase do teatro para ver se eu me empolga a falar dos cantores.
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Ídolos
É hora de despertar
Bem amigo você não esta só
Existem muitos que estão afim
De tomar o seu lugar ao sol
Existem outros que não vacilam assim
Bem amigo você pego a ronda
Enquantos os outros dão duro
Você dorme a solta
Mas é hora de despertar
Pois o tempo é cruel
E insiste em passar
Nós somos todos
Totalmente iguais
Porque existem aqueles bons
Que lutam por algo mais
Vaguei muito tempo
Sem ter para onder ir
Mas achei meu caminho bom
E nele eu quero seguir
Não
Você deixou a porta aberta
Sim
Você achou o erro fácil
Erro demais é errou demais
Existem muitos que estão afim
De tomar o seu lugar ao sol
Existem outros que não vacilam assim
Bem amigo você pego a ronda
Enquantos os outros dão duro
Você dorme a solta
Mas é hora de despertar
Pois o tempo é cruel
E insiste em passar
Nós somos todos
Totalmente iguais
Porque existem aqueles bons
Que lutam por algo mais
Vaguei muito tempo
Sem ter para onder ir
Mas achei meu caminho bom
E nele eu quero seguir
Não
Você deixou a porta aberta
Sim
Você achou o erro fácil
Erro demais é errou demais
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